Como educar os filhos em tempos de globalização?

Como educar os filhos em tempos de globalização?

Não é raro vermos cenas constrangedoras em locais públicos, escolas ou mesmo na casa de amigos: aquela criança “egocêntrica” ou o adolescente “entojado”, que faz grosserias, atropela a todos durante conversas ou simula choro forçado para chamar a atenção dos pais.

Quem tem mais de 30 anos deve lembrar-se que o respeito aos mais velhos, principalmente aos pais, era infinitamente mais comum do que vemos atualmente. E por quê? Talvez porque há algumas décadas, os pais se esmeravam em tentar, ainda que às vezes de forma não adequada, passar aos filhos noções bem definidas de respeito ao próximo e de limites.

Atualmente, as crianças permanecerem menos tempo com os genitores, e, caso os pais embarquem na culpa de ficarem pouco com as crias, acabam compensando isso com redução de regras, impondo menos limites, para evitar contrariar os pequenos, abalando o alicerce da educação.

Para pais com dificuldade em entender que além de dar muito amor e carinho, também é preciso dar limites aos pequenos, Içami Tiba, o idealizador da Teoria da Integração Relacional, deixou bons conselhos, garantindo sempre que pai e mãe não são apenas amigos, são responsáveis pela educação dos filhos.

Tiba afirmava em palestras:

“O filho é filho do pai e tem que honrar os compromissos estabelecidos com ele. Pais não podem dar tudo e não podem controlar a vida do filho. Quando digo controle, quero dizer que o pai deve fazer com que o filho corresponda às expectativas, que o filho faça o que precisa ser feito. Um filho não pode deixar de escovar os dentes ou deixar de estudar, assim, o pai não pode deixar isso passar”.

Quer saber mais do pensamento de Içami Tiba, autor do best-seller “Quem Ama, Educa!“? Confira algumas dicas que podem ser adaptadas e utilizadas no dia a dia da família:

  1. A meta dos pais deve ser a de desenvolver os filhos para que se tornem independentes e cidadãos do mundo.
  2. Pai e mãe não são amiguinhos da escola; são pai e mãe e têm a missão de ensinar e cobrar responsabilidade dos filhos.
  3. Pais antenados auxiliam os filhos na arrumação do quarto, mas jamais o fazem para ou sem eles. Orientam as crianças a cuidar do ambiente e das coisas delas
  4. Existe o sim e o não. O não é importante porque ao crescer sem ter ouvido essa palavra, os filhos “espanam ao menor apertão”, se contrariados. Tornam-se adultos sem senso de ética, gratidão, civilidade e respeito aos direitos do outro. Assim, use o não sempre que necessário e mantenha-se firme no seu posicionamento, ainda que a criança chore, grite ou se jogue no chão. Faça-a entender que você não cederá a chantagens. No futuro, seu filho o agradecerá por isso!
  5. Mães que trabalham fora não devem compensar sua ausência permitindo tudo. Devem usar uma rede de educação e ter em mente que, na hora em que estiver fora, tem alguém tomando conta do seu filho – e não deve se sentir culpada.
  6. A família moderna é bem diferente da anterior. Na atual há falta de convivência. É preciso elevar a qualidade do relacionamento com os filhos, ainda que num período de tempo menor, aumentando a troca afetiva com a finalidade de as crianças e adolescentes não procurem afeto fora de casa ou em outras pessoas que não sejam os pais.
  7. É fundamental acompanhar muito de perto o estudo dos filhos e não deixar essa responsabilidade somente com a escola.
  8. Atenção: disciplinar não é punir. Disciplinar é apontar o que o certo e o erro, quando cometido, explicando o que está errado e porquê, além de auxiliar o filho a descobrir o que o caminho certo dentro de cada situação.
  9. Converse muito com seus filhos. Quando há troca de experiências por meio de bate-papo, eles dão pistas do que estão fazendo, sentindo e de como agem nos mais diversos ambientes e quais são suas reações, posicionamentos e pensamentos. Fica mais fácil para os pais intervirem, explicarem, comentarem e redirecionarem atitudes, caso percebam problemas.
  10. A felicidade existe em diversos níveis, mas a que importa é a social. Fazer o bem é um conceito que deve ser perpetuado. Os pais devem ser exemplos desse princípio.
  11. Quando seu filho pedir alguma explicação, explique o que foi perguntado. As famosas e evasivas respostas porque sim ou porque eu quero estão muito longe de ser ideais e não o ajudará a educar sua criança.

Fonte: www.educarparasergrande.com.br

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