PARÓQUIA

IGREJA DE SÃO BENEDITO

Os primeiros passos para essa maravilhosa obra de Deus foram dados em 1935, quando o Revmo. Cura da Catedral, Mons. Luiz Carvalho Rocha iniciou a Obra de Adoração diurna, na modesta capela contígua à antiga Catedral. Foi dele a iniciativa de escrever ao Revmo. Padre Superior da Província holandesa da Congregação do SSmo. Sacramento, pedindo padres para a fundação da Adoração Perpétua.

Em 1937, o Capítulo Geral da Congregação encarregou oficialmente a Província holandesa da fundação eucarística em Fortaleza e enviou, em setembro do mesmo ano, o Pe. João van Heumen para estudar as possibilidades. Pe João deixou Fortaleza sem grandes esperanças, mas grande foi sua satisfação quando recebeu um telegrama do Exmo. Revmo. Dom Manoel da Silva Gomes, Arcebispo que deu ao Ceará a Obra de Adoração Perpétua, confirmando a vinda dos padres Sacramentinos.

Em 15 de janeiro de 1938, chegou a Fortaleza, vindo da Holanda, o Pe. João van Heumen, com o objetivo de fundar a Adoração Perpétua. Em seguida vieram o Pe. Pedro Koning, o Ir. Serafim e o Pe. José Scryvers. Esses quatro Sacramentinos foram os pioneiros da Obra de Adoração Perpétua em Fortaleza.

Com a ajuda de uma família religiosa, foi realizada a reforma da Capela São Benedito, que teve a honra de ser o Santuário de Adoração do Divino Rei, bem como a construção do dormitório para os adoradores noturnos. Nessa mesma época, Mons. Quinderé estabeleceu a Obra das Madrinhas, com a finalidade de amparar materialmente a Adoração Perpétua.

O Exmo. Revmo. Dom Manuel inaugurou o Santuário com a consagração do altar onde deveria ficar continuamente exposto Nosso Senhor, sob as espécies sacramentais. A partir desta data, a Adoração diurna na Catedral, inaugurada pelo zelo de Mons. Luiz de Carvalho Rocha não mais funcionou, e as pessoas passaram a fazer suas adorações no Santuário da Capela São Benedito.

A pequena família Sacramentina no Ceará constava de quatro membros: Pe. João van Heumen, Pe. Pedro Koning, Ir. Serafim e Pe. José Scryvers. Cinco dias após a inauguração, Pe. Pedro Koning partiu para Buenos Aires, mas em setembro deste mesmo ano chegaram mais dois sacramentinos, Pe. Guilherme claessen e Pe. Teófilo Govaert. Durante muitos anos, permaneceram os mesmos padres, pois a guerra impossibilitava a vinda de outros padres da Holanda.

Em 1943 juntou-se a eles o Pe. João Versmissen, vindo do Sul do Brasil. Em 1946, com a chegada de seis novos religiosos sacramentinos (Pe. Walter Roestenberg, Pe. Luciano Roestenberg, Pe. Pedro Hansen, Pe. Paulo Kroes, Pe. Bernardo Klunder e Ir. Nicásio Hansen) aumentaram as obras de apostolado no Santuário.

Em março de 1946, após 8 anos em Fortaleza, Pe. José foi indicado para fundar o Trono de Adoração Perpétua da província portuguesa em Moçambique, na cidade de Lourenço Marques. Em 1947 recebemos mais um sacramentino em Fortaleza, o Revmo. Pe. Antônio Kaas. No mesmo ano Dom Antônio ofereceu aos padres Sacramentinos a Paróquia de Caucaia.

Em 1948 Pe. Antônio Kaas e Pe. Luciano Roestenberg foram ocupar, respectivamente, os cargos de vigário e cooperador da Paróquia de Caucaia. Em 1949 chegaram a Fortaleza mais dois sacramentinos, Pe. Cornélio Papen e Ir. José Beunis. Em novembro de 1950 chegaram mais dois sacramentinos da Holanda, os Revmos. PP. João Gelsing e Jorge Joug.

A casa de Fortaleza estava refeita, porém por pouco tempo, pois o Arcebispo de Porto Alegre reclamava padres sacramentinos para a Adoração Perpétua em terra gaúcha, e perdemos mais quatro religiosos, o Pe. Paulo Kroes, Pe. Cornélio, Pe. Luciano e Ir. Nicasio, que foram fundar um Santuário de Adoração em Lagoa dos Patos/RS. Mais religiosos sacramentinos chegaram a Fortaleza em 1951: Pe. Henrique Kerssemakers, Pe. Tarcísio Peters, Ir. Pascoal Appelman e Ir. Julião Philipsen. No ano seguinte, chegaram mais dois religiosos, Pe.Edmundo Cops e Pe. Geraldo Cremers.

Em 1955, São Pedro Julião pedia mais um trono de adoração no extremo sul do país, e lá se foram mais dois sacramentinos do Ceará para fundar o Seminário da Estância Mariante, no Rio Grande do Sul, Pe. Tarcísio Peeters e Pe. Teófilo Govaert. No mesmo ano, a família sacramentina cresceu novamente com a chegada do Pe. Humberto van Rosendaal e Pe. Teodoro Poelen.

O ano de 1955 foi marcado para os sacramentinos por dois grandes acontecimentos: o início da construção do novo Templo de Adoração e a prematura morte de Pe. Guilherme Claessen que, aos 44 anos, foi vítima de um acidente na serra de Pacatuba, uma palmeira secular desabou sobre ele.

Em 1956 recebemos mais um sacramentino, Pe. Vicente de Bruin. Foi em 1957 que a casa Generalícia, em Roma, pensou numa organização própria para as quatro casas do Brasil, então dependentes da província Holandesa, e foi criada, para esse fim, a vive-Província brasileiro-holandesa, 13 de maio de 1957. Nessa ocasião, a vice-Província recebeu dois padres novos e três escolásticos: os PP. André van der Staak, Pe. Adriano van der Zalm e os irmão Leo, Clemente, Geraldo e Paulo Hansen. No ano seguinte chegou o Pe. José van der Louw. Em dezembro deste mesmo ano, Pe. Pedro Koning deixou Fortaleza para fundar a 5ª casa vice-Província e a 3ª do Nordeste, tornando-se, provisoriamente, cooperador do vigário da Matriz da Boa Vista, em Recife.

Em 14 de julho de 1968, aconteceu a instalação da Paróquia São Benedito, que teve como 1º vigário o Pe. Pedro Hansen. A igreja foi elevada à categoria de Paróquia pelo decreto nº 20, assinado por Dom José de Medeiros Delgado. Pe. Pedro dirigiu a paróquia até julho de 1972, quando foi substituído por Pe. André van Der Staak. Ele dinamizou a paróquia com trabalho e dedicação: estabeleceu a divisão do perímetro da paróquia por quadras, com responsáveis para as visitas às casas; iniciou o jornal da paróquia; estabeleceu a visita aos doentes; dedicou-se à criação de pastorais e catequese; criou o coral das crianças; promoveu visitas aos pais das crianças que realizariam a 1ª eucaristia; criou uma equipe de casais para organizar a coleta e iniciou o trabalho social na Vila Condessa. Seu sucessor foi Pe. Adriano van der Zalm, que assumiu a paróquia em 1981. Teve como ajudante o Pe. Godofredo.

Em 1982 o Santuário recebeu o sucessor de Pe. Adriano, o Pe. Renato Bivort, que continuou os movimentos pastorais criados por seus antecessores. Foi Pe. Renato que criou o Dízimo na Paróquia e dedicou-se ao movimento das madrinhas dos seminaristas. Seu colaborador foi Pe. Luciano, religioso dedicadíssimo ao movimento de Adoração ao Santíssimo. Pe. Luciano fazia reuniões com o pessoal da adoração, estabeleceu a guarda de honra e renovou o sistema de horas de adoração.

Em 1986 assumiu o Santuário o 1º Pároco brasileiro e o 5º da história da Paróquia, o Pe. Jorge Alves Bezerra – que atualmente é Bispo Diocesano de Paracatú-MG, que passou dez anos na Paróquia. Foi nomeado Pároco da Paróquia São Benedito pelo então Arcebispo da Arquidiocese de Fortaleza Dom Aloísio Lorscheider, no dia 16 de fevereiro de 1986. Iniciou os trabalhos pastorais sob a orientação de seu antecessor, Revmo. Pe. Renato, e dos demais confrades Pe. Luciano Roestemberg, Pe. Aldo de Cillo Pagotto, Ir. José, Pe. Peixoto e dos confrades sacramentinos que trabalhavam na Paróquia Santíssima Trindade, no José Walter, Pe. Adriano e Pe. Teodoro. Nessa época, Pe. Peixoto iniciou a Adoração ao Santíssimo às quintas-feiras.

Pe. Jorge desenvolveu intensas atividades pastorais na Paróquia São Benedito, especialmente a Adoração ao SSmo. Sacramento, e intensificou o PPO (Plano de Pastoral Orgânica) da Arquidiocese de Fortaleza, tornando a igreja mais organizada e com maior participação dos agentes de pastoral no processo de evangelização. Em 1988 organizou o cinqüentenário da Obra de Adoração no Ceará. Preocupado com a importância do ato de adorar enquanto meio privilegiado que nos une a Deus e fortalece a comunhão eclesial, Pe. Jorge criou a Hora Santa Catequética às 5ªs feiras. Em sua administração, arrecadou verba para a compra de um terreno na Vila Condessa.

Pe. Jorge deixou a paróquia em 1996, convicto de ficar uma comunidade paroquial mais ativa, preocupada com a comunhão e convicto de que a Eucaristia é o alimento imprescindível dos que desejam construir um mundo melhor, uma igreja renovada, que procure mais fé e vida, oração e missão.

Aos 3 de março de 1996 Pe. Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo Emérito de João Pessoa/PB assumiu como Pároco do Santuário, ficando no cargo até 25 de outubro do mesmo ano, e foi ele quem recebeu os três primeiros seminaristas, Rui, Regivaldo e Hernaldo, e teve como auxiliares Padre Luciano e Padre Renato. quando entregou a paróquia ao Pe. Jesus Mateus. Embora tenha passado menos de um ano nessa função, ele já desenvolvia um belíssimo trabalho na paróquia, como a fundação do seminário.

Em 25 de outubro de 1996, assumiu a paróquia Pe. Jesus Mateus de Oliveira, em celebração presidida por Dom Cláudio Hummes. Coordenou com perseverança os trabalhos iniciados por seus antecessores. Foi como pároco que Pe. Mateus adquiriu o terreno para a construção do prédio de Ação Social na Vila Condessa. Incansável em seu trabalho, realizou muitas obras na paróquia, como: revestimento do piso do estacionamento; proteção com grades nas portas da sacristia, acompanhamento das obras nas salas de aconselhamento e construção de nova sala para a secretaria; reforma da casa paroquial para a ordenação episcopal de Dom Aldo di Cillo Pagotto, construção da capela interna do Santíssimo, posteriormente demolida para a construção do Metrofor, instalação de um novo sistema de som no carro da paróquia; entre outros. Teve como auxiliar o Pe. Zenival.

Em 1998, com a saída de Pe. Mateus, Mons. Antônio Souto nomeou como Administrador Paroquial o Pe. Vitório Baggi, que teve como auxiliar Pe. Regivaldo. Os dois administraram muito bem a paróquia até a nomeação do Pe. Armindo Magalhães Duque, em 2000. Pe. Magalhães foi nomeado pároco aos 20 de fevereiro de 2000, pelo Arcebispo de Fortaleza Reverendíssimo Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques. Durante os cinco anos que esteve à frente do Santuário, Pe. Magalhães realizou um excelente trabalho: construiu a Lojinha, continuou a construção do Prédio de Ação Social da Vila Condessa, participou ativamente da criação do Coral da Juventude; entre outras realizações.

Em 18 de setembro de 2005, com a saída de Pe. Magalhães que foi aprofundar seus estudos em Roma, assumiu a paróquia o Pe. Antônio Jackson Alcântara Frota, com apenas nove meses de ordenado. A partir de então, conseguiu dinamizar a paróquia e fazê-la crescer com intensas obras como: Reforma da Torre do Santuário, Piso novo, Reforma e Ampliação do Centro de Pastoral, Reforma acústica com novo sistema de som, construção da Capela da Divina Misericórdia, Construção da Quadra Coberta para encontros catequéticos, Os confessionários, sala de batismo, criação do atendimento da economia solidária aos mendicantes da grande metrópole, criação de 16 pastorais para ramificação da evangelização no Centro de Fortaleza, estruturação da Pastoral Social na Vila Condessa atendendo aos moradores com o serviço odontológico, médico, cultural e diversos cursos profissionais para jovens e adultos. Pe. Jackson, tem assumido a cada semana eucarística o objetivo desejado de aglutinar o maior número possível de paróquias da arquidiocese e de desenvolver neste período uma formação substanciosa da Teologia Eucarística.

E no dia 1º de abril de 2012, o Revmo. Arcebispo de Fortaleza entregou as mãos da Comunidade Sacramentina deste Santuário a administração e o pastoreio da Igreja Nossa Senhora do Patrocínio que se tornou capela desta paróquia de São Benedito, um grande presente para honra e glória de Jesus Eucarístico.

Por fim, salientamos que este Santuário há 80 Anos está aberto diariamente, das 6h às 20h para todo o povo de Deus, nele encontramos silêncio, paz, reconciliação e força para a luz da contemplação a Jesus Eucarístico tomarmos dignamente o caminho do Reino da Luz diante das diversidades do Mundo.

IGREJA DO PATROCÍNIO

Na Praça José de Alencar, Lado Norte (Rua Guilherme Rocha, 24 de Maio, Liberato Barroso, General Sampaio). Faz frente à Praça do Marquês de Herval pelo lado do norte, é modesta, regular em proporções, asseada e recomenda-se pela singeleza dos ornatos, que são todos de deslumbrante alvura. Não tem dourados. Externamente, a sua torre, esguia e fina, que se levanta pôr sobre a porta principal, dá-lhe ar alegre e atrativo. Em 1849 o cabo de Esquadra Fortunato José da Rocha, disparando um tiro contra o capitão Jacarandá, acertou no joelho do alferes Luís da França Carvalho, quem em ocasião conversava com dito capitão . França, vendo-se em perigo de vida, fez voto a N.S. do Patrocínio, se escapasse, iria erigir-lhe uma Igreja; e de feito no dia 2 de fevereiro de 1850 foi lançada a primeira pedra. Aquele oficial demorou-se pouco tempo em Fortaleza.

Os trabalhos da Igreja iam muito vagarosamente, de sorte que só ao fim de cinco anos foi que se levantou o travejamento da capela-mor. Apesar do auxílio de particulares e das Assembléias Provinciais pôr diversas vezes, os materiais que de ordem do Governo lhe foram dados no período da seca, só chegou a concluir-se devido aos esforços do cônego João Paulo Barbosa, atual vigário, Sociedade Auxiliadora dos Templos. A Planta foi fornecida pelo mestre Antônio da Rosa e Oliveira. Em 1855 foi concluído o travejamento da Capela-Mor, uma associação de fiéis construi a Capela-Mor à Nossa Senhora do Patrocínio 1859 -1860 e depois fundou uma irmandade; nessa capela celebrava o Padre Pompeu depois Senador Pompeu.

Em 15 de Outubro de 1879 a Capela foi elevada a Freguesia João Paulo Barbosa cônego, formado pelo Seminário da Prainha implementou a construção do templo, fez o corpo da Igreja, ampliou a Capela-Mor, e fez o Altar-Mor de madeira; a obra só foi concluída entre 1896 e 1924 . Apresenta uma arquitetura simples no estilo românico e com ausência de decoração rebuscada e objetos de valor no seu interior. Durante muito tempo foi cartão-postal da cidade e rainha da praça. Em 1975 foram demolidas as escadarias laterais. Possui forro e Altar-Mor de madeira decorado com um grande afresco, cenas da via sacra em gesso circundando o templo e alguns vitrais. A praça José de Alencar anterior a 1870 se chamou do Patrocínio por causa da Igreja.

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